Solenidade da Mãe do Salvador

Solenidade da Mãe do Salvador

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A devoção à Nossa Senhora como a Mãe do Salvador tem origem na espiritualidade da Família Salvatoriana, fundada pelo Venerável Pe. Jordan. A Mãe do Salvador tornou-se protetora e padroeira da Família Salvatoriana com aprovação da Santa Sé em 1914. Sua solenidade é celebrada dia 11 de outubro. Maria foi a  Mulher capaz de desafiar-se em todos os seus limites, para encarnar o Filho de Deus na humanidade e entregá-lo como Salvador até as últimas consequências. 
 
No seu grande amor a Maria, Padre Jordan deixa claro seu desejo e apelo que cultivemos grande devoção, confiança e amor a Mãe de nosso Salvador. Também ele pessoalmente quis honrar permanentemente Maria, assumindo-a como parte de seu nome “Francisco Maria da Cruz Jordan”.   
 
De seu coração mariano brotavam muito títulos, mas o essencial era Maria, a mulher que gerou Jesus, apresentou a “sua hora” em Caná da Galileia, acompanhou-o no caminho do calvário, permaneceu aos pés da cruz, recebeu o seu corpo, sempre com profunda fé e total entrega aos insondáveis desígnios do Pai.
 
Padre Jordan, homem sintonizado com o mundo carente de salvação, ameaçado por tantos impérios prontos para devorar os inocentes, encontra em Maria, Mãe do Salvador; uma forte motivação, inspiração, força e ousadia para levar ao mundo o Salvador.
 
Padre Jordan vê em Maria a intercessora junto a seu Filho, como em Caná. “Eles não tem mais vinho!” (Jo 2,3b). Ela alivia a situação constrangedora do noivo e da família.  E nos deixa um grande apelo: “façam o que Ele mandar” (Jo 2,5b).  Intercede por todos os necessitados. É Mãe Mediadora nas situações constrangedoras pelas quais passam os humilhados da História.
 
Sua devoção aos diversos nomes atribuídos a Maria nos leva a imaginar o encanto, a contemplação, a sabedoria em ver na Mãe de Deus a maternidade de um Deus presente em suas criaturas. E a pedido de Padre Jordan: “Não te esqueças de cultivar sempre uma devoção filial a Maria; ela seja em tudo a tua advogada” (DE I –120,4)”.

Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionárias. Ela, da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho à nossa América. São incontáveis as comunidades que encontram Nela a inspiração para aprender como ser discípulas e missionárias de Jesus.
 
Supliquemos: “Ajude-nos a companhia sempre próxima, cheia de compreensão e ternura, de Maria Santíssima. Que ela nos mostre o fruto bendito de seu ventre e nos ensine a responder como ela fez no mistério da anunciação e encarnação. Que nos ensine a sair de nós mesmas no caminho de sacrifício, de amor e serviço, como fez na visita à sua prima Isabel, para que, peregrinos a caminho, cantemos as maravilhas que Deus tem feito em nós, conforme a sua promessa” (DA p. 246,553).